fevereiro 19, 2005

A abstenção e a avestruz

Amanhã mais importante do que em quem se vai votar é o próprio acto de ir votar. Por muito batida que seja a frase, votar é mesmo um direito e um dever cívico. Em todo o mundo, diariamente, milhares de pessoas lutam, sofrem, arriscam a vida, a sua e dos que lhes são mais queridos, resistem e morrem pelo direito de votar. Direito que lhes é negado e recusado!

Nós temos a possibilidade de exercer esse direito em liberdade, e consequentemente a obrigação de o fazer, quanto mais não seja por consideração por aqueles que não o têm e não desistem de o tentar conquistar.

Como disse, não importa em quem votamos, não importa se votamos em branco, não interessa se riscamos o boletim ou escrevemos lá um disparate qualquer. Com a abstenção não resolvemos nada; demitir-nos da responsabilidade de escolher não vai evitar que a escolha seja feita. E nestas matérias, deixar que os outros escolham ou decidiam por nós parece-me o síndroma da avestruz que quando atacada enterra a cabeça na areia em vez de procurar uma solução para o seu problema. O final da história é óbvio: a avestruz, animal pouco inteligente, morre e o seu atacante ganha uma bela refeição.

Decididamente, não me identifico com as avestruzes...

Amanhã vamos todos votar. Simplesmente porque temos essa obrigação!

Publicado por castafiore em fevereiro 19, 2005 04:41 PM
Comentários

Concordo que abster-se de votar é consentir que decidam por mim. É preciso divulgar esta reflexão
cada vez mais.

Afixado por: ilse em março 12, 2005 02:25 PM