Em 2002 realizou-se uma prova de remo entre duas equipas, uma composta por trabalhadores de uma empresa portuguesa e a outra pelos seus congéneres japoneses. Dada a partida, os remadores japoneses começaram a destacar-se desde o primeiro instante. Chegaram à meta primeiro e a equipa portuguesa chegou com uma hora de atraso.
De regresso a casa, a Direcção reuniu-se para analisar as causas de tão desastrosa actuação e não encontraram diferenças significativas entre as equipas. Notaram, no entanto, que na equipa japonesa havia um chefe de equipa e dez remadores, enquanto que na equipa portuguesa havia um remador e dez chefes de serviço, tendo decidido rever esta constituição com vista à prova do ano seguinte.
Em 2003 após ser dada a partida, a equipa japonesa começou rapidamente a ganhar vantagem. Desta vez a equipa portuguesa chegou com duas horas de atraso.
A Direcção voltou a reunir após forte reprimenda da Gerência e notaram que na equipa japonesa havia um chefe e dez remadores, enquanto que a portuguesa, após as medidas adoptadas na sequência do fracasso do ano anterior, era composta por um chefe de serviço, dois assessores da gerência, sete chefes de secção e um remador.
Após minuciosa análise, chegaram à conclusão que o remador não se esforçava suficientemente.
Em 2004 a embarcação foi encomendada ao departamento de novas tecnologias e dotada de telemetria directa ao satélite português POSAT com o fim de registar continuamente a posição e a vantagem em relação ao barco japonês. Nesse ano o barco português chegou com quatro horas de atraso.
Após a regata e para avaliar os resultados, celebrou-se uma reunião ao mais alto nível no piso superior do edifício, chegando-se à conclusão de que em 2004 a equipa japonesa havia optado novamente pela ultrapassada constituição de um chefe de equipa e dez remadores enquanto a equipa portuguesa, após uma auditoria externa e um assessoramento especial do departamento de informática, tinha optado por uma formação mais vanguardista, composta por um chefe de serviço, um chefe de secção, um director da qualidade, um consultor, dois auditores do IPQ e quatro seguranças que controlavam a actividade do único remador, ao qual se tinha aberto um processo disciplinar e retirado todos os incentivos devido aos fracassos dos anos anteriores...
Decisão para o futuro: após prolongadas reuniões, decidiu-se que para a regata de 2005 o remador seria contratado directamente ao exterior em regime de outsorcing, já que o remador da empresa era um incompetente.
...
... o pior é que é mesmo assim...
A Aquaplastics é uma ONG sediada no Reino Unido, com fins humanitários e que pretende ajudar a levar água potável a tantos quantos possíveis na população da Etiópia.
O projecto vive dos donativos dos partners internacionais que, por sua vez, os vão entregando contra a divulgação da associação do seu nome a esta empreitada.
Para tanto é preciso publicidade e essa consegue-se com uma visita ao site oficial e com um simples click no local assinalado para o efeito. Cada click é uma gota de água; quando o tanque estiver cheio é mais um projecto de água potável que pode ser instalado.
De vez em quando, quando se lembrarem vão lá... Não custa nada... è só fazer click... Aquaplastics...
Hoje a EMEL esteve igual a si própria.
O meu carro foi rebocado.
O detalhe que faz a diferença é que foi rebocado estando estacionado em frente de um parquímetro onde está assinalada a zona a que o meu dístico de residente pertence...
Perdi 2h. 30m. para recuperar o carro, tive de pagar €90,00 e agora espera-me uma saga de reclamações e protestos junto da EMEL e da DGV para recuperar o dinheiro em questão e restantes custos acrescidos.
Vai ser lindo! Como é que é possível pôr isto a funcionar como deve ser quando existem empresas deste calibre...???
Vou relatando a saga à medida que for decorrendo.
Aproveitar o tempo!...
Ah, deixem-me não aproveitar nada!
Nem tempo, nem ser, nem memórias de tempo ou de ser!
Deixem-me ser uma folha de árvore, titilada por brisas,
A poeira de uma estrada, involuntária e sózinha,
O regato casual das chuvas que vão acabando,
O vinco deixado na estrada pelas rodas enquanto não vêm outras,
O peão do garoto, que vai a parar,
E oscila, no mesmo movimento que o da terra,
E estremece, no mesmo movimento que o da alma,
E cai, como caem os deuses, no chão do Destino.
("O Noticias ilustrado", Álvaro de Campos, 27/05/1928)

Já acabei de ler. Gostei mas não fiquei fascinada. Está muito, muito longe de obras como "Cem anos de solidão", "O amor nos tempos de cólera" ou "O outono do patriarca". Ainda tem a mesma magia, mas parece que agora sem centelha...
Enfim... também García Márquez estará no seu outono de vida e literário...
Vou já começar com outro livro, pois a pilha de leituras em stand-by cresce com mais frequência do que a consigo desbastar. E a ordem de prioridades está em permanente alteração. Assim sendo, e passando à frente de outros que ja aguardam há algum tempo, segue-se:

Estou muito curiosa em relação a este livro.
"É impossível não acabar sendo como os outros julgam que somos"
(Júlio César)
"Tomei consciência de que a força invencível que impulsionou o mundo não são os amores felizes mas os contrariados"
(Gabriel García Márquez, in memória das minhas putas tristes)

Alguém construiu um coelho de neve. Conseguem vê-lo?
Para vegetarianos (e não só...) um óptimo restaurante a experimentar na R. da Mãe d'Água, n.º 7 (quem sai do Hot Clube e começa a subir em direcção ao Princípe Real).
Não só a comida é muito boa, como o espaço é interessantissímo.
"Problemas e obstáculos são parte integrante da nossa existência, e a vida é a arte de vencê-los."
(Mestre DeRose)
Acabei ontem de ler um livro bastante interessante. Chama-se "Viúva por um ano", da autoria de um escritor norte-americano, John Irving. Recentemente foi adaptado ao cinema e o filme (que não vi ainda) chama-se "A Porta do chão", razão pela qual o livro é vendido com 2 títulos e 2 capas sobrepostas. A história é densa e intensa, mas sendo uma narrativa tão psicológica tenho uma certa curiosidade de ver como é que a adaptaram e filmaram. Espero não ter uma desilusão muito grande quando vir o filme; como já saiu dos circuitos tenho de ficar à espera da edição em DVD.
Entretanto, como ando em fase de leituras compulsivas já iniciei a leitura da "Memória das minhas putas tristes" do Gabriel García Marquez. Estou curiosa para ver o que dali sai.

Todo o dia para cima e para baixo, subi e desci vezes sem conta. Contrariamente ao que pode parecer, descer não é muito cómodo, fico muitas vezes de cabeça para baixo. Ao fim de algum tempo sinto-me tonta. Mas tinha de acabar. E não é fácil. Nuns sítios tenho de cruzar, noutros de fazer um ziguezague; noutros ainda preciso de desenhar círculos. O desenho não é aleatório; previamente pensei muito nele. Tem de ficar exactamente como o imaginei. E não pode ser trabalho mal feito. O fio tem de ser de qualidade, bem confeccionado. Apesar de ter mudado a hora, foi-se fazendo tarde... e escuro! Receei não conseguir terminar atempadamente! Onde iria dormir? Felizmente já vou tendo alguma prática! Quando finalmente acenderam a luz o resultado excedeu as expectativas! A minha casa estava linda! Original e bem diferente das anteriores. Já posso descansar e ficar repousadamente à espera de visitas....

"Como quem num dia de Verão abre a porta de casa
E espreita para o calor dos campos com a cara toda,
Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapa
Na cara dos meus sentidos,
E eu fico confuso, perturbado, querendo perceber
Não sei bem como nem o quê..."
(Alberto Caeiro, in "Poemas")
De acordo com o Ministério do Ambiente, Portugal terá de gastar entre 200 a 300 milhões de euros adicionais em 5 anos para comprar quotas de emissão de dióxido de carbono ou investir em mecanismos de desenvolvimento limpo.
Para os ambientalistas, nomeadamente, para a Quercus, o cenário não é assim tão optimista: a derrapagem nacional está calculada, por aquela entidade, em 13 milhões de toneladas. Tendo por base um valor de mercado de 12 euros por tonelada, isso implica que Portugal terá de gastar 160 milhões de euros por ano para conseguir cumprir Quioto....
"Só amamos aquilo que amamos em vão"
(Miroslav Holub)

O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...
(Alberto Caeiro, in "Poemas")